Glossário do Vinho

Acidez - Diz-se do conjunto de ácidos que o vinho contém. São os responsáveis pelo bom equilíbrio da bebida.
Brut - Palavra de origem francesa, usada para definir as bebidas com até 15 gramas de açúcar por litro.
Buquê - Conjunto de aromas mais complexos que podem ser notados na bebida.
Corte - Mistura de vinhos de diferentes lotes, safras ou variedades de uvas.
Fruta do Vinho - com grande presença de aromas ou paladar de frutas.
Harmônico - Vinho que equilibra álcool, acidez e açúcar, deixando na boca uma agradável sensação.
Retrogosto
- Impressão que se tem depois da degustação de um vinho.
Safra - Ano em que foram colhidas as uvas, com que o vinho foi feito.
Tânico - Elemento que deixa na boca a impressão de adstringência.
Vindima
- Colheita das uvas.

Os Cuidados para Comprar, Guardar e Servir

Para que uma garrafa de vinho tinto fique bem conservada, ela deve ser mantida numa adega com pouca luz, temperatura baixa (no máximo, 15 graus centígrados) e constante e muita umidade. Além disso, deve permanecer deitada, para que o líquido entre em contato com a rolha e ela não resseque (quando isso acontece, cabe lembrar, há o risco de entrar oxigênio na garrafa, prejudicando a bebida). Se a regra vale para os brancos? "Os cuidados para manter a bebida bem guardada são iguais", explica o expert Ennio Federico. "Tintos e brancos podem ser guardados na mesma adega. A diferença é que, de maneira geral, o vinho branco, por ser mais frágil, dura menos." Um ano, em média, se mantido nas condições ideais de luz, umidade e temperatura, é o que dizem os especialistas sobre a durabilidade dos brancos. "Há exceções, como os brancos das regiões de Bordeaux ou Borgonha, na França, alguns da Califórnia, nos Estados Unidos, ou mesmo os tops australianos, que podem ter vida prazerosa entre cinco e dez ou até vinte anos", exemplifica o articulista Jorge Carrara. "Mas vinho branco, em princípio, teoricamente, deve ser tomado jovem".

O melhor é o consumidor levar para casa e consumir logo que puder. E, dessa maneira, nem será preciso guardá-lo deitado, numa adega. Basta manter a bebida num lugar com pouca luz e sem variações abruptas de temperatura."Na hora de comprar, vale o mesmo conselho: dê preferência às bebidas de safras mais novas, especialmente no caso dos brancos nacionais". "Vinhos brancos brasileiros são feitos com uvas que não aceitam envelhecimento", diz o também especialista Jorge Lucki. "Nossas condições de clima e solo não são as mais adequadas para a produção do vinho. Por isso os brancos nacionais têm vida mais curta." É o mesmo caso dos vinhos verdes de Portugal e os italianos Frascati.

Quando se guarda o vinho na adega, há colecionadores que costumam retirar o lacre que envolve a boca da garrafa para verificar se a rolha está ou não ressecada. Não é esse o melhor procedimento, na opinião de quem entende do assunto. "Só se retira o lacre na hora de servir", afirma Lucki. "O lacre foi feito justamente para proteger a rolha e evitar que ela resseque." E cortar essa proteção pode ser considerado até um item de etiqueta no momento de servir o vinho. "É muito mais elegante levar o vinho à mesa com esse lacre", explica Carrara. "A garrafa fica mais bonita." Um ensinamento que vale a pena ser lembrado é o de que cada vinho tem a sua temperatura certa. No caso dos brancos, servi-lo corretamente é primordial para demonstrar sua qualidade. Todos os brancos devem ser gelados. Os mais secos e encorpados, caso dos Chardonnay, devem ficar entre os 10 e 12 graus. Já os mais frutados e ligeiros, como o Frascati italiano ou o Sancerre francês, um pouco mais gelados, cerca de 8 graus.

O balde com gelo e água continua sendo a maneira mais eficaz de gelar e manter a temperatura. Nunca utilize o congelador ou o freezer para gelar rapidamente. O choque térmico da operação prejudica não apenas o vinho branco, mas qualquer bebida.
Fonte: Editora Abril